Mundo Vet
   Da série "Trabalho, mas me divirto"

Acabou de acontecer.

A proprietária da gatinha a trouxe para atualizar vacinas.

Conta que o marido, antes dessa gata, detestava gatos.

Era daqueles que acreditavam que gatos são traiçoeiros.

Agora a gatinha é o xodó, o relax após o trabalho.

Rendido pelo amor à siamesa, cheio de preocupações com a saúde dela, recomenda à esposa:

-"Não se esqueça de perguntar à veterinária se é normal que nossa gata não pegue pulgas"...



Escrito por Minestra às 10h01
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   Terceirização

Sou formada e tenho a clinica há mais de 20 anos.

Nesse período, acompanhei diversas mudanças em minha profissão.

Antes, a medicina veterinária era um curso feito quase que exclusivamente por homens, mas hoje em dia é dominado pelas mulheres.

Trabalhávamos na raça, usávamos demais a intuição, por não contarmos com tantos recursos diagnósticos como hoje em dia.

Era muito comum que um clinico atendesse cavalos, gatinhos, avestruzes e calopsitas.

Um mesmo profissional anestesiava, operava, fazia a fisioterapia, tratava o cancer.

Hoje em dia muita coisa mudou.

Os conhecimentos específicos são muito mais profundos.

O veterinário muitas vezes opta por uma especialidade e se dedica à ela, fazendo cursos de especialização, estágios, comprando equipamentos inerentes àquela especialização.

Isso fez com que a medicina veterinária crescesse e ganhasse em qualidade de atendimento e precisão em diagnósticos.

Não precisamos mais manter caros, pesados e rapidamente obsoletos aparelhos de radiografia dentro da clinica. Hoje em dia telefonamos para um colega que se desloca até a clínica com seu paraelho radiográfico digital, muito menor do que os antigos, e temos em poucos minutos o laudo e as imagens impressos em papel fotográfico e em cd's, que o proprietário leva para casa.

Outros colegas oferecem o serviço de ultrassonografia nas clinicas, eletrocardiograma e mais recentemente até mesmo ecocardiograma.

Para exames laboratoriais, o material é colhido aqui mesmo, durante a consulta, e um moto boy leva a amostra até o laboratório, que poucas horas depois nos envia o resultado por e-mail.

Veterinários odontologistas trazem seus compressores e aparelhos de raio X intra-oral e tratam meus pacientes aqui mesmo, no centro cirúrgico da clinica.

Endoscopia, cirurgias ortopédicas, acupuntura, fisioterapia...tudo ao alcance de um telefonema.

Ganhamos nós clinicos por podermos ter diagnósticos mais precisos, ganham os animais por terem seus problemas resolvidos de forma mais fácil e rápida, ganham os proprietários que conseguem resolver os problemas em um lugar só,  ganham os colegas especialistas que tem a indicação do clinico para poderem trabalhar.



Escrito por Minestra às 10h40
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   Bebê mastim

Quem  pensa que de tanto vermos animais, perdemos aquela loucura por filhotes, está enganado.

Não tem como um filhote não nos deixar apaixonados.

Confesso que momentaneamente me pego com aquele pensamento "um dia vou ter um desses".

Só que não dá para termos todos os bichos lindos que existem. Eles ocupam espaço, demandam tempo, comem, duram de 10 à 20 anos, etc.

Ainda bem que logo volto à lucidez.

Esta semana essa coisa fofa aqui apareceu para sua primeira vacina.

É uma mastim napolitana chamada Maya.

O criador tem seu canil aqui no Riacho Grande mesmo.

Belos animais saem daquele canil.

Não dá vontade de usar de travesseiro?



Escrito por Minestra às 10h02
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   Fratura

Durante o final de semana atendemos uma cachorrinha sem raça definida, de aproximadamente 4 meses, que um cliente encontrou na rua e decidiu adotar.

Esse cliente já tem uma média de 10 cães, todos adotados da rua.

O engraçado é que ele deve ter lá seus quase 40 anos de idade, mas é solteiro e trabalha e mora com os pais, e todas as vezes que ele adota um novo cão, esconde dos pais durante algumas semanas, até que é descoberto.

Esse é mais um caso desses.

Essa cachorrinha (ela ainda não tem nome) estava muito fraca, mal alimentada, com parasitas (vermes, pulgas e piolhos), mas agora já está um pouco melhor.

Não se sabe se foi atropelada, mas o fato é que ela apresenta ossos muito fracos e consequentemente uma fratura de fêmur, aquele osso da coxa.

Pela radiografia, podemos notar que ela sofre de hiperparatireoidismo nutricional secundário, aquela doença chamada erroneamente de raquitismo.

É uma deficiência de cálcio nos ossos.

Está cada vez mais raro vermos essa doença, pois com o uso de rações balanceadas, os nutrientes acabam sendo fornecidos em quantidades ideais.

Essa coitadinha não devia receber ração balanceada enquanto arrastava sua perninha quebrada pelas ruas.

Devido a presença dessa doença, é arriscado fazer qualquer tratamento cirúrgico num osso tão frágil.

Optamos por trata-la com talas, mesmo correndo o risco de não conseguir um alinhamento perfeito do membro, pois o risco é menor.

Depois conto se deu certo.



Escrito por Minestra às 21h11
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Prá variar....rsrsrs...tenho animais para doar.

Desta vez são as coisinhas mais lindas. Dois gatinhos mestiços siameses, um casal, olhos profundamente azuis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se você tem tempo, espaço, algum dinheiro e muito amor prá dar e gostaria de ser dono de um ou até desses dois gatinhos, me escreva ( polivetrg@uol.com.br ).

Como podem notar, continuo uma péssima blogueira. Há coisas que não mudam com o passar dos anos.

Não consegui colocar as fotos no espaço que eu desejava, para não te fazer ter que correr o cursor.

Mas quem sabe um dia eu melhoro, né?

A esperança é a última que morre.



Escrito por Minestra às 09h17
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Há dias venho sentido vontade de reativar o blog.

Dá prá acreditar que depois de tanto tempo de abandono, ainda tem pessoas que me escrevem perguntando por que não volto?

Outro dia foi o ápice...uma amiga ofereceu sua câmera para que eu pudesse postar fotos...E eu já tenho câmera nova há mais de um ano...

Computador novo, rapidinho, casos clinicos incríveis que eu deveria dividir, câmera legal, não há mais motivos para não dividir as maravilhas (e os tropeços) dessa profissão que eu tanto amo.

 



Escrito por Minestra às 08h37
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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, RIACHO GRANDE, Mulher, de 46 a 55 anos, Animais, Animais, Animais!!!!
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