Stephanie


Será que pelas fotos deu prá notar o charme da Stephanie?
Ela é uma Sheepdog muito fofa, e tem um olho azul e o outro castanho!!!!
Os cinófilos devem ficar horrorizados em lerem um elogio à essa característica, pois deve fugir completamente do padrão da raça, mas que é bonito de se ver, isso é.
A Stephanie é cuidada por nós desde que nasceu, já que sua mãe era nossa paciente.
Ela é muito saudável, exceto por uma incontinência urinária responsiva à estrógenos que adquiriu depois de sua castração.
Nunca a vi com os pêlos completamente longos. Não é prático....
Ela é uma das pacientes mais queridas dessa clínica, pois está sempre de bom humor, faz festa, não tem medo da gente, deixa-se examinar, é comportada no banho e tosa.
A Stephanie é tudo de bom...
Escrito por Minestra às 11h53
[]
[envie esta mensagem]

Eu chorei... (dividido em 3 posts)
O texto abaixo não foi escrito por mim. Me chegou por e-mail por uma leitora do blog.
Confesso que é dificil me emocionar com alguma história sobre um cão escrito por uma protetora...Me perdoem, mas a fórmula já está meio desgastada, por isso dificilmente me emociono.
Mas esta hostória é diferente. Além de ser muito bem contada, com bom português, narra um amor incondicional, entre um cão e uma pessoa fragilizada pelos acontecimentos da vida.
não deu prá segurar...chorei.
Leiam:
Olá.. não sei o seu nome e nem sei se este e-mail ainda funciona. Mas sei pelas suas palavras que queria ter te conhecido antes. Talvez um dia vc ainda possa me ajudar, mas o pior já aconteceu mesmo.
Eu era estudante de veterinária, mas não me formei. Eu morreria de fome e tb de aflição. E talvez tb agredisse alguns donos... rsrs
Não teria coragem de não atender animais que os donos não pudessem pagar. Viveria cheia de animais de rua ( como até hoje). Sofreria demais ao ver vários cães doentes e maltratados todos os dias. Morreria de raiva de pessoas insensíveis e burras, que abandonam seus animais.
Preferi, covardemente, ser apenas uma protetora de animais, que a qualquer hora do dia ou da noite, é conhecida como a Chris dos cachorros. Pq qualquer um, a qualquer hora, basta ter um animal ferido, que lá vai a Chris, com a pouca faculdade, mas a muita experiência, o senso apurado para diagnósticos (deve ser intuição ou fui cachorro na outra vida.. rsrs) - e sempre sou eu a dar os primeiros socorros... fazer curativos, tentar desfazer os envenenamentos muitas vezes causados pelos próprios donos, sem perceber. Partos complicados... cãezinhos atravessados ou já mortos dentro da mãe. Um dia um deles tava tão podre, que ao tentar aliviar a cadela para que morresse em paz, já séptica e em choque, puxei a cabeça suavemente do filhote morto a uns dois dias... e a cabeça saiu em minha mão, podre. Passei dias lembrando daquilo, daquele cheiro horrível, e do meu esforço para afastar meu filho desta cena lúgubre. E do sofrimento daquela pobre cadela, raça pura, pequenina, que vivia num bar e era tratada a restos, mas jamais foi capaz de abandonar seus donos. Mas que foi abandonada, prenhe, para morrer gelada e apodrecida por dentro. E a expressão dela de gratidão, quando as 2 da manhã consegui encontra-la, já cianótica, gelada, gemendo de dor - e ela percebeu que ao menos teria um fim decente. Foi o que fiz. Foi aPENAS O QUE PUDE FAZER.... dei a ela grande quantidade de dipirona, pq era o único medicamento analgésico que eu tinha. Coloquei diversas garrafas de 2 litros, com água fervendo, e toalhas mornas por cima, para que se aquecesse daquele frio mortal, e tivesse como última lembrança do mundo cruel dos humanos, ao menos o choro de uma amiga que ela conhecia, e o calor que a fizesse sentir mais conforto e menos dor. E tb o alívio de tirar aquele filhote de cabeça que tinha a proporção da metade do corpo da mãe ( entalou..), e a estava rasgando a carne.Fiquei horrorizada com a maldade humana. Já havia visto muitas coisas.. mas essa me chocou amiúde!
Fiquei com ela as poucas horas que ainda restavam, fazendo carinho, cantando, aquecendo. Falando seu nome, para que sentisse que alguem a conhecia e sabia quem era ela, além de mais um número de vítimas do Homem. Ela morreu suavemente, olhando em meus olhos, agradecida por um gesto de amor, como só os cães são capazes de perceber....
Passei dias pensando na resposta que a cretina da dona dela me deu, quando eu perguntei pq não me chamou 2 dias antes, quando ela começara o trabalho de parto, chorando e uivando de dor, sem que nascesse nenhum filhotinho.... e a mulher respondeu.... "essa putinha foi dar para um cachorro muito maior que ela, isso que dá ter fogo no rabo. Eu achei que isso tudo era normal! E que ela ia dar um jeito. Ela é só um cachorro, e cachorros não precisam de parteiras!". Bom, além da vontade de estrangular essa criatura, eu perguntei a ela... se isso acontecesse quando ela ( a "dona" ) estivesse prestes a dar a luz seu filho ( ela é mãe, quem diria?? ) - se ele entalasse em sua vagina, dilacerando sua carne.. e se ela estivesse chorando, implorando ajuda, deitada no chão gelada, com dor, fome e abandono, o que ela faria então? e a FDP respondeu "eu não sou cachorro! sou gente." Diante disto fui embora, vencida. e pensei - se ser gente é ser assim, prefiro ser cachorro.
Passei minha vida socorrendo animais. Criando ninhadas inteiras, jogadas em minha porta com apenas 1 dia de vida. e de todos esse bebês, só perdi 2 - sendo que um, o próprio dono , dando mamadeira, o afogou inoscentemente, sem querer, e chorou depois. Ele não teve culpa. é difícil alimentar recem-nascidos mesmo.
Por fim, em novembro passado, meu amado cão Fred, com 11 anos, foi sacrificado a meu pedido. Um ano antes, ele começou a emagrecer, a não querer comer. Tinha umas fraquezas. AS vezes parecia neurológico, as vezes fígado, as vezes cancer. e eu, que salvei tantos animais na minha vida, me vi impotente, já eram tantos os sintomas e tão átípicos, que eu já não sabia o que ele tinha. Estudava, procurava em livros, fazia pesquisas!! Foi uma legião de veterinários, do tipo que vc falou: "é velhice". Um babaca ainda sismou de cortar as unhas dele a força, coisa que nem eu, a pessoa que ele mais amava no universo, ele não permitia. Ele preferia roer as unhas do que permitir que alguem as tocasse. E o cretino, na minha frente e contra a minha vontade, amordaçou meu cão velho... e o humilhou diante de meus olhos, cortando suas unhas a força, impondo sua força covarde, e ainda o fez sangrar, pois apesar da mordaça ele lutou e o homem teve medo. E meu Fred me olhava como se sua alma chorasse. Odeio esse homem até hoje! Deus há de humilha-lo na velhice, e ele se lembrará de meu Fred..... é uma praga que rogo.
Escrito por Minestra às 17h38
[]
[envie esta mensagem]

Eu chorei...
Foram muitos veterinários.... exames... diagnósticos cada um mais diferente que o outro. E ele ainda era jovem, com grande alegria de viver, parecia saudável, feliz. Mas algo o matava aos poucos. Mesmo assim ainda brincava e pulava como um filhote. CErto dia ele já fraco, quis passear. Eu havia parado de sair com ele, para poupar-lhe as forças, na intenção de encontrar a cura a tempo. Mas neste dia ele não aceitou ficar em casa e uivou me pedindo que saísse. E eu fui. Ele subiu um morro enorme... correu como um bebê, pulou para pegar os paus e gravetos. Foi um dia muito feliz! Mas eu avaliara mal as coisas. A noite, ele não andava. Chorava de dor. O esforço foi grande demais. Passei dias levando ele no colo para todos os lugares onde eu ia. Cancelei tudo da minha vida. O veterinário o tirou desta crise. Mas daí em diante, ele foi piorando. Grande vontade de viver, mas o olhar de quem avisa que está partindo devagar, para que eu me acostumasse....
Aos poucos, não me deixava mais sair de perto. Uivava, gania. Só lambia a comida quando me via aos prantos, desesperada. Só bebia um pouco de água. Urinava normal, apesar de tempos antes ter tido incontinencia urináRIA, que começou com pequenas gotas que saiam e ele se assustava de não conte-las - e depois ele usava fraldas geriatricas voluntariamente, para não sujar minha cama. Graças a Deus essa humilhaçao passou, pois passei a levar ele de hora em hora para urinar, inclusive na madrugada gelada do inverno de 5 graus. DEpois passou a urinar no box do banheiro.... e enfim parou com isso.
Mas a fome cedeu por completo. Já NADA ele suportava. Eu já sabia do fim próximo, mas teimava em levar para soro e vitaminas na veia. Não me conformava com a incompetência dos veterinarios, e em perder um cão ainda jovem de espírito e de corpo. Mas percebi que não tinha mais jeito. Ele parou tb de beber. Sua última e mortal refeiçao, que ele adorava mas que eu sabia que acabaria de lhe envenenar, foi chocolate. Comeu uma barra inteira, pois adorava. Eu sabia que não ia voltar para casa com ele.... (lágrimas me vêm sempre). E dei o chocolate, que ele ainda comeu com gosto. Lógico, a noite ainda foi aquela, em que eu sabia, a última juntos. De manhã começaram as convulsões, que ele tinha muito brandas, desde os 2 anos de idade, e que sempre controlei sem medicações, só com amor. Tragédia foi esse dia em minha vida. era tb o dia do meu divórcio, do homem a quem amo até hoje. Meu cão ficou lá, me esperando em colvulsões voltar, para poder morrer ao meu lado, e quando saí, de madrugada, para a justiça gratuita, ele uivava o choro de morte. E eu uivava o choro de dor - da perda dele, e do meu marido. O dia se arrastou, infinitamente miserável. AS horas passavam e eu chorava. Na hora do almoço fui em casa, mas precisava voltar para o forum. Foi a primeira vez na vida que odiei meu marido... por me submeter a continuar lá, enquanto meu amor agonizava. Ele poderia ter feito a mesma coisa em outro dia...
Bom... na hora do almoço fomos de táxi para a clínica, onde todos bradavam por acabar com o sofrimento do meu Fred, e minha mãe ficou lá com ele, enquanto eu voltei para o forum. AS 5 da tarde, cansada de tanto chorar, assinei meu divórcio. E corri para a clínica, onde iria deixar assassinarem de papel passado o meu maior amigo no mundo, o filho da minha alma. O meu primeiro filho, pois eu e meu marido o pegamos quando eu estava grávida de 4 meses, e o Fred se criou por cima de meu ventre grávido.
Corri para me despedir, pq ele apenas me esperava para morrer em paz. Já nada mais me importava... divórcio, dinheiro... vida. Eu só pensava em chegar.... a tempo.
Cheguei lá, e queria ficar a sós, ao menos 5 minutos... só 5 minutos..... esperamos tanto, nós dois, para ter esses momentos..... doces e únicos, últimos. Ele, que não se mantinha mais em pé, abraçado por mim, parou de tremer. Ficou de pé em suas últimas forças. Me abanou o rabo.... me beijou, me lambeu, me agradeceu por chegar a tempo....
E eu, feito uma criança perdida num tiroteio, apavorada, louca de dor, o abracei e chorei. Não fui forte para dar calma a ele na última hora. Implorei que ficasse. Aí os assassinos entraram, dizendo que era minha obrigação tirar a dor dele. Vieram e foram logo garroteando a veia dele. E eu agarrada nele, tentava acalma-lo. Ele, que sempre entendeu tudo, entendeu minhas últimas palavras.... eu lhe disse para ficar bonito, que era remédio para sarar o dodói, que o dodói ia acabar, que a gente ia pra casa, dormir juntinho, comer ossinhos e bifes.... passear ção aos poucos. Ele estava de olhos fechados, como se dormisse. Quando seu coração parou, me senti um verme, covarde, como não havia conseguido salvar meu próprio cão??/ E fiquei lá, chorando convulsivamente abraçada ao corpo dele, por mais de uma hora. Ninguem conseguia me tirar de lá. Foi uma cena lastimável.
Por incrível que pareça, eu e meu ex somos muito chegados, Nos amamos muito, apesar do divórcio. E ele, ele foi me salvar daquilo. Ele, que 11 anos antes me entregara um cãozinho frágil para cuidar... nosso primeiro filho na alma.... ele é quem foi tb encerrar seu ciclo de vida, e o único capaz de me dar um pouco do antídoto para toda aquela dor. E chorou tb, abraçado comigo. Nosso primeiro bebê estava morto. Após conseguir me desatar do corpo de Fred, ficou comigo algum tempo. Amparou minha dor, chorou comigo. Mas depois teve que voltar para o rio.... fiquei só.
Escrito por Minestra às 17h38
[]
[envie esta mensagem]

Eu chorei...
Eu queria leva-lo (fred) e enterrar no meu quintal. Eu estava doente, arrasada, vencida. Chovia a dias, e o Fred era bem grande. Minha mãe me implorou que não o levasse pra casa. Eu acabei aceitando e deixando o corpo dele para o veterinário enterrar no sítio dele. Acho que foi mesmo para lá, onde ele pretende fazer um cemitério para cães. Mas como saber se não jogou no lixo sanitário??? Nào fui lá ver.
Passei 10 dias em quase coma espiritual. Rejeitava tudo, todos, não suportava nem meus outros cães! Eles estavam tristes, sabiam o que havia. Estavam mudos, calados, toda a natureza chorava comigo pela morte do Fred. Choveu vários dias....
Depois dos 10 dias, tive meu primeiro sonho... o fato dele ter morrido e eu estar rejeitando os outros cães, os estava fazendo ficar doentes de saudade. E o meu Fred, lá de onde estivesse, sabia disto. E ele veio no meu sonho, saudável, feliz e alegre... e me levava os outros cães... como se me dissesse, cuide deles!... Eu não terei ciumes... sei que vc me ama mais que a todos! Seja feliz... eu estarei sempre ao seu lado.
Dias depois eu viajei. Minha mãe, em outro estado, não sabia o que se passava. Eu estava em casa da minha tia, e sentia o Fred ao meu lado, todo o tempo. De repente toca o telefone de madrugada... era minha mãe. Ela me disse... "Filha, não chora mais. o Fred esteve no meu sonho e deixou um recado para ti.... ele diz que veio até aqui me pedir para falar com vc que não fique mais assim, porque ele está todo o tempo ao seu lado, e não irá embora... diz tb que se sente muito bem e não sente mais dor nem fome! E que só saiu de perto de vc para me dar esse recado, pq vc não escuta o que ele lhe diz.... e que está voltando agora mesmo para o seu lado. Te amo filha.. boa noite"., e desligou.
Caí em prantos. Foi a minha libertação de tanta dor. Eu SENTIA ELE ALI. Como ela podia saber disto? O calor dele, sua respiração, eu sentia o corpo dele encostado em meus pés, na cama, como foi sempre.
Daí em diante, passei a sentir ele perto em todos os lugares, onde ele nunca podia ir quando vivo... e hoje, 7 meses depois, ainda o sinto perto, todos os dias. Ou enlouqueci (mas acho que não..) , ou ele está mesmo aqui, até que eu suporte que ele siga seu caminho pra Deus e me espere cruzar a morte para reve-lo....
Só sei que, apesar dele não estar de corpo aqui, não sinto medo do escuro, nem do terror noturno que tinha desde a infância... e me sinto sempre acompanhada. Ele se tornou um anjo de luz, patas e pêlos. E apesar de chorar quase todos os dias, eu consigo ser feliz.
AINDA não consigo entrar em muitos sites de animais, ou de proteção. Ainda me sinto fragilizada.... que pena não ter você perto, quando precisei de alguem que realmente amasse os animais e fosse competente.... eu teria ido a qualquer parte do universo para salva-lo.
Me desculpe muito pelo enorme relato. Mas eu precisava contar a alguem, o quanto isso significou em minha vida. E que o mundo dos humanos é uma droga, e poucos deles sabem amar. Amor não tem espécie, cor, ou credo... amor é amor, é energia vital, e sendo cão ou gente... formiga, flor... amor é amor. igual para todos. Fred, ele era parte da minha alma. e tem gente que diz... que animal não tem alma... que não pensa... que não sente... meu Deus!!! eu me envergonharia, entre todas as minhas obras, de ser Pai dos Homens.
Talvez um dia vc ainda salve algum de meus amigos bichos... apesar da dor, ainda tenho o vício de ama-los.
Obrigada por me ouvir....
Chris Macedo Flores, e a história de seu cachorro Fred macedo Flores....
Escrito por Minestra às 17h36
[]
[envie esta mensagem]

Noooossa, me desculpem. Abandonei meu bloguinho.
Por um lado foi legal, porque por mais que a gente diga que escreve prá si mesmo, que não importa se ninguém ler, fiquei bem feliz pelo pedido de vários amigos prá voltar a escrever.
Ah, fala sério....tô feliz mesmo pq o Brasil acaba de golear o Japão!!! rsssss......
Primeiro tempo começando, e o pinscher que convulsionou chegando...ninguém merece.
Ainda bem que eu não estava trabalhando. Tadinha da Evelyn, que perdeu o gol do Japão. Já estava condenada a não assistir esse jogo quando o Alex- o ultrassonografista- chega na clínica as 15h45 para fazer o exame da gatinha internada. Depois a Eveline teve que fazer o taxi dog para levar o pinscher de volta para a casa dele, perdendo o primeiro gol do Brasil.
Mas no segundo tempo assistimos todos juntos, depois da feijoada que bolamos para o almoço.
Dia gostoso, feliz.
Aqui a gente pode não ganhar nem prá pagar as contas, mas o que agente dá de risada .....
Escrito por Minestra às 17h24
[]
[envie esta mensagem]

|