Eu e meus foras....
Depois de um longo verão quase sem postar, aqui estou eu, para o desespero de vocês, rs...
A impressão que tenho é que nunca ninguém me lê, mas hoje recebi um e-mail de uma pessoa que me leu, então me animei a voltar...
Bom, para contar este caso, tenho antes que avisá-los de que sou péssima fisionomista. Isso me causa muito constrangimento, pois as vezes não dou atenção à pessoas que mereciam ser tratadas de uma forma melhor.
No mercadinho aqui de perto, costumo cumprimentar todo mundo que olhar prá mim. Não posso parecer antipática, metida. A vida me ensinou a disfarçar quando não consigo me lembrar absolutamente nenhum dado sobre a pessoa com quem estou conversando há meia hora.
Agora vamos ao caso.
Ontem foi internada na clínica uma cocker super querida , a Whitney, para fazer cirurgia de entrópion, indicada por uma colega que a atende mas não faz cirurgias. Contratamos anestesista, fizemos tudo conforme manda o figurino. Sua proprietária não tem lá muito dinheiro para gastar com a Whitney, mas não mede esforços para fazer o melhor possível por ela. Operamos ontem mesmo; a cirurgia foi tranquila, deu tudo muito certo. A alta seria hoje pela manhã.
Ontem também foi internada na clínica uma cachorrinha SRD, que pela segunda vez em menos de um ano foi envenenada com chumbinho. Veio no plantão, lá pelas 11 da noite, e chegou num estado muito ruim. Ficou internada, teve muitas convulsões, muitos vomitos, e infelizmente faleceu hoje pela manhã. O óbito não foi uma surpresa devido ao seu estado. Assim que aconteceu o óbito, liguei para sua proprietária e avisei. Ela disse que mandaria a amiga que estava com ela ontem até a clínica dentro das próximas horas para acertarmos, mas que estava com dificuldade de localizar essa amiga, e por isso não poderia precisar o horário.
Estou na sala de espera me despedindo dos proprietários de um gato, quando entra na clínica uma moça, que eu tinha certeza que conhecia. De onde, hein?
A recepcionista não estava.
A moça logo que entrou foi logo perguntando: e ai, como ela está?
Pensei: "vixe, a dona da cachorrinha envenenada não avisou a amiga que ela tinha morrido, vou ter que dar a noticia".
Fiz sinal de negativo com a mão, falei para ela aguardar que precisávamos conversar.
Continuei dando as ultimas recomendações para os proprietários do gato, mas não pude deixar de notar a preocupação e a expressão de terror no rosto da moça que me aguardava.
Assim que me desocupei me dirigi à ela e disse que sentia muito, que havíamos lutado muito, mas que infelizmente as convulsões não responderam à medicação, e eu não consegui controlar os vômitos, e que isso tinha levado a vida da cachorrinha.
Os olhos da moça se encheram de lágrimas, parecia inconformada. Dei mais detalhes...eu precisava de uma reação da moça para entender o que se passava com ela.
Quando ela conseguiu abrir a boca para dizer algo, perguntou como poderia ter vomitado tanto , se estava de jejum 12 horas antes da cirurgia....
Tóimmmmmmmmmm................................
Aquela não era a amiga da dona da cachorrinha envenenada, mas sim a dona da Whitney, que estava bela e formosa no canil, com seus olhinhos operados, esperando "mamãe chegar"...
Bem, nem preciso dizer que passei o resto da manhã me desculpando com a dona da Whitney pelo desgaste emocional que eu a fiz passar.
Sei que nesses momentos não tem pedido de desculpa suficiente para fazer desacelerar o coração, baixar o nivel de adrenalina, e voltar a ter saliva na boca.
A Whitney foi muito abraçada e beijada por sua verdadeira proprietária, e ambas foram embora felizes.
Escrito por Minestra às 21h09
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| Animais em catástrofes |
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| Prevendo a catástrofe |
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| Os animais sabem, de antemão, que uma catástrofe está prestes a acontecer? Mil exemplos, no passado e no presente, parecem confirmá-lo. Sem dúvida, os animais não são adivinhos. Simplesmente, eles percebem sinais que os sentidos do homem, mesmo com seus avançados instrumentos, não conseguem captar. E agem de acordo com eles.
Por exemplo, a dúzia de pacientes elefantes que se dedicavam a levar os turistas para passear na costa tailandesa. Poucas horas antes do recente e cruel tsunami, eles começaram a ficar inquietos e a gritar. E foram além: decidiram abandonar seu trabalho e correram para longe da costa, buscando terras mais altas. Alguns turistas assustados não conseguiram saltar dos paquidermes, e assim salvaram suas vidas, juntamente com as dos animais.
Por sua vez, pescadores de Kuala Muda, Malásia, viram um grande número de golfinhos perto da costa, dois dias antes do tsunami. Eles saltavam e agitavam suas caudas, como se quisessem chamar a atenção.
Estes mesmos pescadores conseguiram cerca de 20 vezes mais pesca que o habitual, durante os 3 dias anteriores ao tsunami. Supõe-se que os peixes haviam fugido do epicentrro do terremoto submarino.
O que alerta os animais sobre a proximidade de um terremoto ou tufão? Alguns cientistas acreditam que os bichos percebem diferenças bruscas de pressão, ou “sentem” os sinais eletromagnéticos de baixa freqüência que as rochas cristalizadas produzem ao se romper.
Para outros, trata-se simplemente de um ouvido muito mais desenvolvido e atento que o dos humanos. O homem é normalmente mais sensível a ondas sonoras entre 1.000 e 4.000 ciclos por segundo (cps). Mas acima de 20.000 cps, não escutamos absolutamente nada. No entanto, cães e gatos ouvem até 60.000 cps, enquanto ratos, golfinhos e baleias percebem sons acima de 100.000 cps!
A questão é se há sentido em empregar animais para prever desastres naturais. Um animal pode se inquietar, ou fugir, por diversas razões. Como saber se sua conduta está mesmo ligada a alguma catástrofe natural?
Mesmo sabendo que um terremoto pode estar próximo pelo comportamento de um macaco, de um cisne ou de uma tartaruga, não há clareza sobre os parâmetros do fenômeno. Ou seja, o lugar exato, dia e hora, intensidade, duração.
De qualquer forma, se combinados com a moderna tecnologia de previsão, os animais podem ser muito úteis. Por exemplo, se forem adequadamente preparados, colocados na zona de perigo e observados constantemente.
Além disso, a tecnologia poderá prever os desastres com muito mais exatidão quando conseguir “copiar” os mecanismos biológicos dos animais. |
 | (extraido do site do animal planet)
Escrito por Minestra às 21h52
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