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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, RIACHO GRANDE, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, Animais, Animais, Animais!!!!
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Mundo Vet
 


 

O que vc achou deles?

Não são lindos?

Pois é...mais uma ninhadinha abandonada aqui na porta...

Quando chegaram, não dava nem prá fotografar...estavam horrorosos!

Agora, depois de uma semana de trato, estão umas belezuras, brincam o tempo todo (tanto que foi difícil fotografá-los, tive que fazer mais do que 50 fotos para escolher essas.

Se vc souber de alguém que os queira (pode ser um de cada vez, hehehe), me ligue (11)4354-9063 ou mande e-mail (polivetrg@uol.com.br).



Escrito por Minestra às 21h32
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Prá descontrair, piada político/técnica.

      Marisa perguntou a Luis Inácio:
      Que é leptospirose?
      E Luís Inácio respondeu na bucha:
      Copanhêra, é uma doença que ataca os usuário de lepitopi.
      É transmitida pelo contato com a urina do Mouse.




Escrito por Minestra às 14h15
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Texto forte, saído da alma....(parte 1)

O conto "Vida de Cão", escrito pela veterinária Simone Barcelos Gutkoski, é surpreendentemente bem escrito. Fiquei admirada com a riqueza de detalhes, com as comparações e observações inteligentes da autora. Esse é um texto que vale a pena ser lido e passado adiante. Pode ser que com esse conto mais pessoas possam fazer algo pelos animais abandonados.

VIDA DE CÃO por Simone Barcelos Gutkoski*

* Simone Barcelos Gutkoski trabalhou como veterinária do Centro de Zoonoses de Porto Alegre de julho de 2000 até o final de 2001. Em 2002, o conto "Vida de Cão" recebeu o Prêmio Revelação Literária Nova Prova 20 Anos.

14h32m
"Canil Municipal, bom dia."
"É daí que recolhem os cães ? Tem um cão com a pata toda comida na frente 
da minha casa, acho que é bicheira. Apareceu faz uns três dias e não levanta
mais... Manda a carrocinha logo, por favor !" "... o seu pedido é uma emergência e vai ser passado pelo rádio para que o recolhimento do animal seja feito ainda pela manhã." "Ai que bom, moça. A gente sofre vendo o bichinho sofrer, né ?! O que é que vocês fazem com eles depois, hein ? 
Sabão
?"
15h17min
"Central chamando Apreensão!!"
"Apreensão na escuta."
"Tem um cão atropelado na Rua das Acácias. O animal está na calçada, ao lado do mercado Santos. Parece que está com a pata quebrada." "Ok. Entendido."
17h
"Apreensão chamando Central !!"
"Central na escuta!"
"Avisa a veterinária que tem dois cães para eutanásia.."
"Ok."
Na seringa, o sangue do animal misturava-se ao líquido letal incolor espalhando-se como um manto vermelho. Ora era de um vermelho vivo - sangue de cão forte. Ora de uma cor pálida, alaranjanda - cão fraco, doente. Já perdera a conta de quantas já havia feito - talvez umas mil. A do dia era a 34ª - trigésima quarta. Sabia porque anotava cada uma na planilha de eutanásias: canino ou felino; macho ou fêmea; filhote, adulto ou idoso; apreensão, doação, maternidade ou cela coletiva. Gostava de anotar no espaço em branco uma observação: cadela prenhe, tumor de Sticker, cinomose, atropelado. Ajudava a dividir a culpa. Afinal, papel aceita tudo mesmo. 
Os humanos têm direito a atestado de óbito individualizado, padrão internacional. Os cães não. Seu ritual funerário é o transporte até um aterro sanitário onde decompõem-se junto às sobras da civilização urbana, enriquecendo o denso chorúmen.
        A estas alturas já não sabia mais qual a denominação certa para a eliminação dos animais: eutanásia, sacrifício, execução, extermínio ou destruição. A literatura internacional dos livros e papers a deixava mais confusa ainda: elimination, killing, destruction, euthanasia, putting to sleep, putting down. Gostava de dizer eutanásia porque era uma palavra  forte chamava a atenção das pessoas, provocava. Palavra dolorida que já estava incorporada na rotina de trabalho, no seu dia-a-dia. Trabalho que ia muito além do sacrifício braçal. Consumia-lhe horas de brainstorm - monólogos
>> intermináveis para tentar entender a aceitar aquela loucura banalizada -  e horas de sono. Às vezes sonhava com uma pilha de cães mortos ou acordava ouvindo latidos. Na hora de fazer eutanásias, procurava ser a melhor possível para que fosse rápido e indolor para o animal. A vestimenta branca que utilizava, avental, gorro, máscara e luvas, além de ser um ritual médico-sanitário, despersonificava-a fazendo-lhe parecer uma máquina de injetar. Na hora de fazer, passava muita coisa pela cabeça. Teorias sobre a morte e a dor surgiam. Sabia que cada animal comprado nos anúncios dos classificados ou nas pets significava uma adoção a menos e uma eutanásia a mais. Na hora de fazer, sentia raiva das pessoas. Dos donos que entregavam os animais porque estavam velhos. Das pessoas que abandonavam na rua animais que tiveram uma casa, vasilha com água limpa e ração. O padrão racial não era impedimento para que os mesmos fossem descartados pelos donos no Canil Municipal - posto de entrega voluntária dos animais não mais desejados.


Escrito por Minestra às 11h21
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Texto forte , saído da alma...


Poodles branquinhos e cinzas, cocker caramelo, fila tigrado, rotweiller, pastor, husky e até akita ! Se não fossem adotados, em poucos dias adoeciam pelo ambiente infecto e pela depressão que os acometia. Alguns donos diziam:
>> "ele apareceu lá em casa anteontem". Ia ver, era um cão bem tratado, pêlo brilhoso e abanava a cauda para o dono mentiroso. Os sinais caninos não mentem. Outros donos confessavam: "comprei ele, mas não deu certo. Ele late muito e morde o sofá." Para conveniência e praticidade dos humanos, as teorias comportamentais caninas e felinas eram ignoradas ou ridicularizadas.
No cárcere canino, cada cão era uma história de vida a ser eliminada com uma injeção instantânea.. Só nas celas coletivas, mais de 200 detentos caninos aguardando - sem saber - o dia em que partiriam para outra esfera. Sim, deveria existir no além do além um mundo menos cruel.
        Uma das que mais lhe marcara foi a de um cãozinho atropelado. Era sexta-feira e como restavam pedidos de urgências não atendidos, fez-se um plantão noturno. Anoiteceu e na espera do veículo chegar, pensava nas tarefas domésticas. O tempo não passava e o estômago lhe doía pela fome.  Já havia preparado todo o material: seringas, anestésicos, tranqüilizantes, mordaças. Quando a pick-up chegou, viu o animal no fundo da gaiola. Encolhido em sua dor, manifestava sua agonia através de um choro que  parecia de gente. Teve vontade de gritar, sair correndo e levá-lo para um hospital.
Mas as circunstâncias pediam outra atitude. Eu = boa; Tanathos - morte:
morte boa. Já havia aprendido que para muitos animais a morte é a cura para a dor.
        Naquela tarde, ainda aguardava a pick-up trazer dois cães para eutanásia. Já passava das cinco horas quando acompanhou o atropelado ser retirado da gaiola. O que de pior ainda poderia acontecer ao animal depois de ter sido alvo de um ser dito racional que fez de seu carro uma extensão do seu corpo e fúria ? E ser transportado ferido no camburão com outros caninos apreendidos, classificados como perigosos e ameaçadores à saúde da coletividade ? Ao entrar na sala de execução, o animal viu os cães mortos no chão, empilhados. Estava atento ao ambiente estranho, percebido pelos sons e cheiros. O sangue e os excrementos na mesa ao lado eram o registro da  vítima anterior: cadela idosa, medo e dor. Sinais da comunicação canina. "Será que ela foi atropelada como eu ?", deve ter pensado. Já com a boca devidamente amordaçada pelo funcionário, observava com os olhos assustados uma moça que vinha em sua direção. Sentiu uma picada no glúteo e começara a adormecer.
        Circular entre os cadáveres e os seus excrementos, o cheiro fétido do ambiente e os latidos ensurdecedores exigiam-lhe um esforço em dobro. Não eram suficientes para tirar a sua concentração. Enquanto colocava o álcool iodado que ia se espalhando nos pêlos da pata dianteira até tocar a pele, a veterinária notou que o cão possuía no pescoço um sinal de sua desconhecida história: uma coleira de couro encardida. Os carrapatos minúsculos que circulavam entre os pêlos, eram os atores secundários da saga canina.
Apertou-lhe a pata como um pedido de desculpa e um sinal de despedida. Os auxiliares aguardavam atentos o momento esperado. Garrote feito, veia saltada - punção certeira. Sentia perfeitamente a agulha perfurar o vaso.  O sangue veio bem volumoso. Injetou devagar o líquido, enquanto observava o animal desfalecer. Em poucos instantes, que mais pareciam uma eternidade, o ser canino transformava-se em cadáver... Constatou a ausência de reflexo ocular e de batimentos cardíacos. Óbito confirmado. Dentro do avental branco uma criatura anestesiada e dessensibilizada. Sentia que ao matar, também morria. Acondicionava a seringa utilizada no descartex amarelo. Mas onde despejar aquele sentimento de culpa, frustração e tristeza ? Descobrira que existe um tipo de lágrima que escorre por dentro, acumulando-se nos interstícios do corpo.
        Enquanto percebia sua cervical dura e os dentes cerrados, anotava na planilha de eutanásias: cão macho, adulto, atropelado com fratura no membro posterior esquerdo, posterior insensível. Queria escrever algo mais para individualizar e humanizar o seu procedimento, mas faltava-lhe a palavra.
Não sabia que o cão sacrificado um dia tivera um dono e um nome:era chamado de Valente.
 
 


Escrito por Minestra às 11h20
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Juro!!!

Juro que tentei atualizar o blog...O texto estava grande....fiquei preocupada que o Uol me desconectasse e eu perdesse o post....Tentei salvar...Bingo!!! Desconectou e eu perdi o post.

Quem mandou não escrever no word e depois copiar/colar aqui?

Jamais vou conseguir me lembrar do que escrevi. Nunca dá certo reescrever, pois perde a emoção (e um blog veterinário tem emoção????)

Prometo tentar amanhã novamente.



Escrito por Minestra às 23h44
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Prestem atenção nesta notícia: PERIGO!!!!

Casal passeia no shopping e deixa poodle morrer a 45 graus no carro

Rodrigo Cipriano
e Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC
 

Quarenta minutos. Esse foi o período em que uma cachorra permaneceu trancada dentro de um carro nesta terça à tarde antes de morrer no estacionamento do ABC Plaza Shopping, em Santo André. Enquanto o cão agonizava dentro do veículo, a uma temperatura estimada de 45 graus, seus donos – um casal de namorados acompanhado por uma criança – almoçavam na praça de alimentação do shopping.

Alertada por uma cliente, os seguranças do shopping chegaram a injetar oxigênio dentro do Tempra, por uma mangueira encaixada no vão da janela, na tentativa de prolongar a sobrevida de Cindy, como era chamada a poodle. Pouco tempo depois, o local foi cercado pela Polícia Militar, que quebrou um dos vidros do Tempra para resgatar o cachorro. Já era tarde. O animal estava morto, sob o painel do carro, junto aos pedais, no único ponto de sombra que havia dentro do veículo.

Durante toda a operação, os seguranças do ABC Plaza disseram ter chamado o proprietário do carro pelo sistema de alto-falantes do shopping, mas não obtiveram sucesso. Pouco depois da janela ter sido quebrada, o casal de namorados e a criança apareceram no estacionamento. Um grupo formado por cerca de 30 pessoas que acompanhava a confusão da calçada da avenida Industrial chegou a chamá-los de “assassinos”.

Ao saberem da notícia, os três entraram em estado de choque. “A gente não sabia que isso ia acontecer. Esse cachorro é nossa vida. Dorme com a gente na cama”, afirmou o garçom Marcus Rubens Sena Duarte, 24 anos, dono do cachorro. Segundo Sena Duarte, ele e sua namorada encontraram o cachorro há cerca de duas semanas. “Ele apareceu em casa. Foi um presente e tanto. Se tivéssemos comprado, não teria sido tão bom. Ele era carinhoso. Todo mundo gostava dele”, disse.

O garçom chegou ao shopping acompanhado por sua namorada e o irmão dela por volta das 14h. Após passearem por mais de uma hora com o cão pelas lojas, foram repreendidos por um segurança ao entrarem com o poodle na praça de alimentação. “Ele disse que o cachorro não poderia ficar ali. Então o levei para o carro. A gente ia comer rapidinho”, explicou Sena Duarte. Segundo o shopping, esse é um procedimento padrão. O garçom alega que não escutou os chamados do sistema de alto-falante do shopping que pediam sua presença no estacionamento. O caso terminou na polícia. Um boletim de ocorrência foi registrado no 4º DP de Santo André e o casal de namorados responderá por praticar ato de abuso a animais, previsto no artigo 32 da lei 9605 de 1998 que trata sobre questões relacionadas a crimes ambientais. Se condenado, o casal está sujeito a pena de três meses a um ano de reclusão, mais o pagamento de multa.

De acordo com o instituto meteorológico Climatempo, a temperatura por volta das 16h – horário em que foi constatada a morte – era de 28 graus no aeroporto de Congonhas, que se assemelha a de Santo André. Às 15h, era de 30 graus. Com base na temperatura externa, o físico Clayton Ferreira de Figueiredo, professor do colégio Singular de Santo André, afirma que o calor chegou aos 45 graus dentro do veículo onde foi deixado o cão. “O fato de o carro ser preto colaborou para esquentar ainda mais o veículo. A cor preta retém calor”, disse o físico.

A veterinária Cyntia Peixoto, doutora pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), afirma que a combinação da falta de ventilação com a temperatura elevada dentro do carro faz esquentar o aparelho respiratório do cachorro. Assim, o corpo de animal pode chegar a 42 graus, o que o impede de respirar e o leva a um colapso, com parada cárdiorespiratória. “Em uma situação como essa, o cãozinho primeiro sente taquicardia e dispnéia (respiração acelerada). Depois, tem convulsão, desmaia e morre. Isso pode ocorrer em menos de meia-hora”, disse.



Escrito por Minestra às 11h29
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Esta tirou a sorte grande!!!

Uma cliente encontrou esta cachorrinha na rua, suja , com pulgas, cheia de nós, magricela, abandonada.

Trouxe para cá e a internou para que fizéssemos TUDO o que pudéssemos por ela: Exterminar suas pulgas, vacinar, vermifugar, castrar.

Está na Polivet há uma semana, e já se sente da familia. Cortamos seus nós, acabamos com suas pulgas e vermes, vacinamos. Esta semana ela será tosada e castrada.

Preferi tirar umas fotos suas antes da tosa, para verem o quanto é bonitinha (mestiça Poodle).

Agora precisamos arrumar um lar para ela.

É dócil, brincalhona, não deve ter um ano de idade ainda.

Quem se interessar, pode mandar e-mail (polivetrg@uol.com.br).

Ela sá vai embora para sua nova casa quando estiver totalmente em dia, mas para isso falta pouco tempo.



Escrito por Minestra às 21h33
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Mais noticias de 2006

Outro caso interessante e que pode nos ensinar algo é o do Loxas. Ele é um Fila Brasileiro preto, de 50 kg, muito amado por seu dono, igualmente enorme (o proprietário deve medir uns 2 metros, e é descendente de russos, loiro, com cabelos e barba loiros, e deve pesar uns 150 quilos). Esse proprietário é um caso à parte, pois é uma pessoa muito diferente, rude, “sem frescuras”, mas ao mesmo tempo muito engraçado em sua simplicidade.

Anos atrás, quando Loxas ganhou uma companhia feminina, seu proprietário teve que pensar em alguma medida para que os dois não cruzassem. Seu jeito rude não aceitava a idéia da castração do Loxas, então o veterinário que o atendeu na época sugeriu a vasectomia. E assim foi feito.

Acontece que na vasectomia, ao contrário da castração, os testículos (ainda presentes) continuam a produzir testosterona, e as conseqüências disso são as mesmas do que para um animal não castrado.

Acontece que o Loxas parou de urinar e defecar e apresentou dificuldade para andar. Uma ultra-sonografia revelou vários problemas em sua próstata, em conseqüência da produção da testosterona. Agora, além de uma próstata muito grande, ele apresenta dois cistos enormes dentro dela, e talvez uma neoplasia (câncer).

Imediatamente quando soube disso, seu proprietário nos pediu a castração do Loxas (retirada cirúrgica dos testículos), pois esse seria o primeiro passo para diminuir o tamanho de sua próstata, tentando restabelecer seu fluxo de urina e fezes.

A lição a ser tirada deste caso é que os proprietários, por mais que amem seus animais, precisam entender que para os cães, a sexualidade, a virilidade, o machismo, são coisas que não existem. Esses são valores humanos, e não animais. Os órgãos produtores de hormônios sexuais, para os cães, só lhes servem para propiciar a procriação.

Nenhum cão castrado fica bobo, ou perde seu senso territorialista. Os cães bravos castrados continuam a ser bravos a vida toda. A cirurgia é feita na bolsa escrotal, e não no cérebro!!!!

 



Escrito por Minestra às 19h57
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Noticias de 2006

Quanto tempo sem postar!!!

Se você apostou que estive ausente porque fui viajar....ERROU!!!

Mas de uma forma ou de outra, o motivo foi nobre, e espero que se repita muitas vezes este ano: excesso de trabalho.

A primeira semana de janeiro de 2006 foi marcada pela clínica lotada, e pela geriatria. Muitos casos de pacientes senis.

Nesta semana esteve aqui internada a Domênica, uma cachorra que foi encontrada pela minha mãe há 13 anos, na rua, que parecia ser um filhote de pequeno porte (adequado ao apartamento), mas que com o passar dos meses revelou seus 20 kg.  Teve 13 anos de muita saúde (exceto uma alergia eventual), mas que levou sua vida com a falência dos rins e do coração. Foi uma luta enorme, mas desta vez não vencemos.

É muito duro dar a notícia para sua mãe e irmã de que sua cachorra de estimação morreu. Momentos cruéis nesse dia.

 

Na virada do ano perdemos outra paciente senil, porém esta já era uma morte anunciada. Era a Chala, uma husky siberiana também de 13 anos, que apresentava tumor de mama. Infelizmente, quando sua doença apareceu, um colega “mal informado” orientou à proprietária para não operá-la, pois já era velha. Um ano depois, com o crescimento desses seus tumores de mama, a proprietária veio pedir uma segunda opinião. Já era tarde. Uma radiografia de seu tórax revelou já haver metástase desse tumor em seu pulmão, e para complicar uma doença cardíaca, que inviabilizava a quimioterapia.

Clala foi internada para “morrer sem sofrimento” e passou seus últimos dias à base de potentes analgésicos.

Talvez a eutanásia fosse mais apropriada, mas sua proprietária estava viajando, e nosso único contato era com a empregada da casa, que não tinha poderes para autoriza-la. Morreu nas primeiras horas de 2006.

 

Também na noite da virada faleceu um filhote de Shi-Tzu. Era uma ninhada de 4 filhotes, que foi deixada em consignação para a venda num pet shop. Todos adoeceram, e somente depois que 3 já haviam morrido, e o quarto filhote já não ficava em pé, é que meu cliente foi avisado. Retirou o filhote da loja e o internou aqui, mas pouco pudemos fazer por ele.

Poucas horas depois de internado, faleceu.

 

Mas diante do numero de animais internados e/ou atendidos neste ano, estes 3 óbitos são a minoria.

 

Então vamos falar dos sucessos?

 

Uma cliente encontrou na rua uma poodle em final de gestação. Trouxe para casa, deu banho, comida, caminha...mas 3 dias depois iniciou trabalho de parto.

Sem entender nada sobre partos, a proprietária imaginou ser normal que a mãe apresentasse 12 horas de contração, sem o nascimento de um único filhote!!!

Na verdade, 2 horas após a bolsa ter se rompido, se não houver a expulsão do primeiro filhote, já se deve procurar o veterinário.

Fizemos a cesariana dessa poodle sem muita esperança de encontrar fetos vivos, mas dos 7 cachorrinhos, um sobreviveu. Eram filhotes enormes, todos pretos (a mãe é branca).

Mãe e filha foram para casa no dia seguinte, passando muito bem.



Escrito por Minestra às 19h56
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