Sobre o "Caso mais legal da semana", post de 22/05/2005
Lembram-se do Toffer, aquele dachshund que teve seu rim direito literalmente mastigado pelo Rottweiler?
Pois é, tenho várias noticias sobre ele.
1. Me enganei. Seu nome não é Toffer, mas sim Toffee. Mas isso não faz nenhuma diferença.
2.Ele apresentou alguma dificuldade em defecar nos primeiros dias de pós-operatório, então com medo de que houvesse alguma aderência fizemos um ultrassom do abdomem. Que alívio! Não há nada de errado com ele (exceto a falta de um dos rins, hehehe).
3.Fizemos exames de sangue e testes da sua função renal e vimos que ele ainda (apesar da transfusão) apresenta anemia (precisamos lembrar que o rim participa da gênese das células sanguineas..), mas seu rim remanescente está dando conta do recado, mantendo os níveis de uréia e creatinina normais, porém muito próximos do limite máximo aceitável.
4.Ele perdeu 1 quilo de seupeso total, o que é considerado até que bom diante de tudo o que passou.
5.Já tiramos seus pontos das duas cirurgias (abdominal e torácica) e a cicatrização está perfeita.
6.Não há nenhuma sequela respiratória devido ao trauma torácico (lembrar que o dente do rott invadiu sua cavidade torácica!). Os antibióticos foram eficientes no controle da infecção.
7.Descobrimos através do ultrassom que sua próstata está aumentada e por isso teremos que oportunamente operá-lo novamente(fazer a castração).
8.Descobrimos que o Toffee faz pose para tirar fotos. Acho que ele já percebeu que é importante...

Foto do Toffee em 30/05, logo após ter tirado seus 45 pontos de pele.
Toffee fazendo cara de paisagem para sair no blog.
Escrito por Minestra às 22h01
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E o Bradock mudou de casa...
Para quem não se lembra, o Bradock é o Bulldog Inglês que foi encontrado perambulando pelas ruas do Riacho Grande. Acredito que ele tenha sido deliberadamente abandonado, devido ser portador da demodicose, uma doença de pele "chatinha" de se lidar. Foi acolhido aqui na clínica em 08/03/05, em péssimas condições e com um cheiro ruim demais.

Acima o Bradock recém recolhido da rua, magro e mal cheiroso.
Quase 3 meses de tratamento e superalimentação, o Bradock teve a sorte de ter uma adimiradora da raça como leitora deste blog. O sonho da Fábia era ter um Bulldog. Conversamos longamente pelo msn durante bastante tempo, pois eu queria ter certeza de que ela estava consciente dos seus problemas, e também para compartilhar com ela os pontos positivos desse cachorro que é uma comédia.
Hoje chegou o grande dia dele ganhar um novo lar. Houveram preparativos de ambos os lados. A Fábia fazendo um enxoval para ele, e ele aqui se arrumando para ela.
Bradock se perfumando para o grande encontro.
Fiquei satisfeita com a escolha de seus novos donos, uma familia alegre e muito bonita. Tenho certeza que ele será feliz ali.
  
Bradock com seus novos donos hoje à noite.
Para nós que cuidamos durante este tempo, temos dois tipos de sentimento quando o cão é adotado. De um lado, ficamos tristes por perdermos a convivência diária, mas, por outro lado, ficamos felizes em sabermos que fizemos 5 seres (4 humanos + 1 canino!) felizes, e que está aberta a vaga para salvarmos mais um cão abandonado das ruas.
O Bradock ainda voltará semanalmente para seu tratamento, e provavelmente precisará de cirurgia em seus olhos, então isso fará com que os laços não sejam rompidos repentinamente.
Boa sorte, Bradock!!!!
Escrito por Minestra às 22h23
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Caso mais legal da semana
Logo após o calote que eu conto no post anterior, aconteceu um caso maravilhoso aqui na clínica.
Parece até que veio para fazermos nos esquecer da ingratidão, desonestidade e outras palavrinhas que estou com vontade de dizer, mas que não ficariam bem aqui no blog .
Resumindo bem, trata-se de um Dachshund (cofap, salsicha) de 10 anos de idade, que foi atacado na rua por um Rottweiler.
Aparentemente, a se julgar pela aparência externa do Toffer (esse é seu nome), não havia nada de muito grave, exceto uns furinhos na pele, principalmente em região de tórax e abdomem.

Mas o sexto sentido apitou, e nós achamos melhor pedirmos sua internação para melhor observação dos estragos causados. A foto acima é do Toffer tomando soro.
Como havia sangue em sua urina, suas mucosas estavam ficando claras e sua temperatira estava baixa, começamos a considerar uma laparotomia exploratória, isto é, fazermos uma cirurgia onde se abre o abdomem para observar o que há de errado nele.
Além disso, um enfisema subcutâneo (ar sob a pele) começou a se formar, indicando que havia rompimento da musculatura intercostal (o musculo que liga um osso da costela à outro havia se rompido), correndo-se o risco de um colabamento do pulmão, quadro que leva ao óbito rapidamente.
Na cirurgia, onde esparávamos encontrar uma parede da bexiga com hematomas, ou no máximo uma bexiga rompida. acabamos encontrando é um rim totalmente dilacerado.

Fizemos a nefrectomia (retirada cirurgica desse rim), e ainda estamos de dedos cruzados torcendo para que o rim esquerdo ainda funcione muito bem para dar conta do trabalho que era destinado a ser feito pelos dois rins.
Além disso, fizemos a reparação de seu tórax, suturando a musculatura que havia sido rompida, restabelecendo a pressão negativa que deve haver nesse local.
Até agora a cirurgia foi um suicesso, e o cão passa bem. Semana que vem faremos exames para sabermos sobre o funcionamento do rim remanescente. Tomara que dê tudo certo.
Escrito por Minestra às 18h45
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De calote também se vive
Pois é, nem sempre a vida da gente é feita só de boas notícias, bons clientes, e casos que terminam bem.
Durante um mês ficamos aqui na clínica envolvidos com um caso bem complicado e trabalhoso, pelo qual nos dedicamos bastante, assim como fazemos com todos os casos graves.
Tratava-se de um Rottweiler idoso, cheio de problemas, e que há anos eu vinha acompanhando.
De um tempo para cá, sua saúde foi piorando e vários outros problemas foram aparecendo.
No inicio, ele passava mal em casa, seu caseiro o trazia, nós medicávamos, e ele melhorava, voltando em seguida para casa. Até que um dia seu estado piorou demais , e foi preciso mantê-lo internado.
Seu proprietário, uma pessoa que eu mal vi uma vez aqui na clínica, mandava que seu caseiro o trouxesse ou que fóssemos buscá-lo em casa de taxi-dog.
Homem muito ocupado, advogado, dificil de ser localizado, pedia que fizéssemos o que fosse possivel pelo animal, uma vez que seu tempo livre era pouco e não podia ficar acompanhando o dia-a-dia do cão. Mesmo assim, antes de tomarmos qualquer atitude, ligávamos para ele para pedirmos autorização.
Depois de quase um mês de internação, vários serviços terceirizados realizados (ultrassom, acupuntutra, anestesia peridural, exames laboratoriais), e muito medicamento gasto, o cão veio à óbito, infelizmente.
Nossa consciência ficou tranquila quando esse óbito aconteceu, pois demos o melhor de nós para mantê-lo vivo e sem sofrimento.
Ao final de tudo, envio um fax ao proprietário, informando as despezas que tivemos, o custo do tratamento, etc.
Nesse momento ele informa que não fará o pagamento das despesas, a menos que seja em juizo.
Bom...somos veterinários e não advogados...Não tenho tempo e nem estômago para brigar por dinheiro. Além disso, nunca o fiz assinar uma nota promissória ou algo do gênero, pois pessoas que se julgam "civilizadas" demais, como ele, se ofendem quando se pede tais garantias de pagamento. Acredita-se na palavra (palavra dada por telefone, é bem verdade), na honestidade.
A conta não é pequena, vai fazer uma baita diferença.
Mas continuo acreditando na justiça Divina, na consciência e na honestidade.
Não consigo acreditar que pessoas assim fiquem impunes pelo resto da vida.
Será que este cidadão consegue à noite deitar sua cabeça sobre o travesseiro, fechar os olhos e dormir? Duvido....
Escrito por Minestra às 18h38
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Santiago de Compostela de bike
Não é só de veterinária que se vive, certo?
Pois o assunto aqui hoje é outro.
Meu cunhado, Irineu Masiero, jornalista que mora em São José do Rio Preto/SP, está vivendo uma grande aventura. Está fazendo um dos Caminhos de Santiago de bike, com um amigo e conhecido escritor, com toda a parafernália hitech que os patrocínios lhes concederam. A viagem está sendo deliciosamente descrita em um site:
www.grandesaventuras.com.br
No site há a descrição de todo o equipamento que estão levando (laptop, celular com foto, máquinas fotográficas e até uma impressorinha de fotos), e é possivel mandar e-mails para os dois aventureiros.
Hoje a viagem deles foi reportagem de uma página no jornal "O Estado de São Paulo".
Dêem uma olhada e deixem um e-mail...a dificuldade maior deles ainda nem começou.
Escrito por Minestra às 20h10
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Domingão de sol 2
Embora eu morra de medo de cavalos (são muito grandes e imprevisíveis!), não tenho como deixar de admirar aquele monte de músculos.
A égua da foto é do meu amigo que a está montando, fazendo prova de tambor. Verdade que ela derrubou o tambor, mas eu não ficaria brava com ela só por causa disso. Eu também vivo derrubando coisas...

Escrito por Minestra às 20h13
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Domingão de sol
Hoje foi um dia "rural". Churrasqueamos com amigos em um haras, que além dos óbvios cavalos tinha também algumas vacas, e um bezerrinho que ganhou meu coração.
Queria trazê-lo para casa...Nessas horas esqueço a vida corrida que tenho, e só penso em ter essa gracinha no meu quintal. Ainda bem que ele não estava à venda. Aliás, ele é ela, uma bezerrinha. Carinhosa, mal cheguei perto da cerca e ela veio querer carinho.

Escrito por Minestra às 20h06
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De novo o Bradock
Este é o Bradock, o Bulldog Inglês que encontramos perdido nas ruas do Riacho Grande, muito fraco e doente.
Ele é portador de uma doença de pele que não chega a ser grave (não ameaça a vida), mas que provavelmente reaparecerá em muitos momentos da sua vida. É a sarna demodécica, muito comum nos cães dessa raça.
De quando chegou para agora, apresentou muita melhora, está respondendo bem aos tratamentos, mas ainda falta muito para ficar tão bonito quanto merece. Já está mais gordinho. Ele come bem demais.
Tem sido o companheiro do Dumdum. Inclusive foi muito dificil fotografar o Bradock sem que o Dumdum saisse na foto.
Eles vão sentir falta um do outro quando se separarem.
O Bradock já tem dono. A Fábia vai ser a dona dele, e está ciente de sua doença e do trabalho que ele dará à ela. Parece que quanto mais problemas eu conto, mais ela se apaixona por ele (mesmo sem tê-lo visto pessoalmente, pois eu pretendo mostrá-lo quando ele estiver um pouco mais bonitinho)...
Ele é fofo...a cara é tão feia que até se torna bonito.


Escrito por Minestra às 16h06
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Maus Tratos
A imagem a seguir choca demais.
Trata-se de um cão encontrado na rua, relativamente fraco, e acolhido por uma pessoa de bom coração.
Quem o trouxe até mim era um senhor simples, rude, sem cultura. Nem por isso , ou, apesar disso, tem um bom coração.
Para que vc entenda, a foto é do pescoço de um cão que foi preso à uma corrente, e que foi se ferindo, a ponto de cortar a pele do pescoço. O tempo deve ter passado, o organismo tratou de tentar cicatrizar a ferida, e o fez incluindo a corrente, que misturou-se ao tecido.

Mas pode ficar sossegado. O cão foi atendido, a corrente removida, e a pele já cicatrizou.
O cão foi adotado por este senhor que o trouxe aqui.
Escrito por Minestra às 13h02
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Tártaro

Esta foto acima, horrível e nojenta, é de um cão com muito tártaro e consequente gengivite.
Tudo começa com uma placa bacteriana. Ao longo de anos, forma-se o cálculo dentário.
Um cão, quando chega nesete estágio, fica com o hálito muito desagradável (eu chego a sentir o cheiro quando olho a foto!).
É mais comum nos cães de pequeno porte, pois os dentes miudinhos favorecem a deposição de restos alimentares entre eles.
O ideal é fazer a limpeza dos dentes beeem antes desse estágio do cão da foto. É mais rápido e os resultados são melhores, além de não correro risco de se perder dentes pela exposição de suas raízes.
A limpeza só pode ser feita mediante anestesia geral, pois é desagradável ao cão.
A foto abaixo mostar o mesmo cão depois de passar pela limpeza, quase no finalzinho do procedimento.
Note que a gengivite faz sangrar , e a exposição da raiz torna o dente menos estável.

O hálito melhora instantaneamente.
Escrito por Minestra às 19h35
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A Lulu da Adriana
A Adriana é uma veterinária de Maceió-AL, e a Lulu é sua mascotinha. Uma graça !

Escrito por Minestra às 19h24
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Essa é a foto do Dumdum, que a amiga de Blog Adriana fez prá mim.
Tem outras , mas estão enormes. Quando eu conseguir diminuí-las, posto aqui
Escrito por Minestra às 19h00
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Tô até com vergonha...
Vocês podem nem acreditar...mas eu juro que tentei por diversas vezes atualizar o blog...
Há uns dias fiz um post enorme, sem fotos, e na hora de enviar o uol me pediu login e senha de novo...havia desconectado sabe-se lá porque. Ninguém merece digitar tudo de novo, né? E quando se repete o post, soa como algo artificial demais, não gosto.
O photoshop que está instalado aqui, que é o que eu uso para reduzir as fotos para um tamanho adequado ao blog, deu pau...preciso cantar "alguém" (vc leu isso, alguém?) para reinstalar.
E nisso os dias vão passando.
Vou tentar hoje mesmo colocar várias coisas aqui.
Beijos à todos
Escrito por Minestra às 18h27
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