A última semana de outubro
Semaninha "do cão"...Embora eu ache que esse termo devesse designar uma semana alegre e gostosa, rs...
Foi uma semana muito movimentada, e para agravar eu estava atendendo sozinha, pois "meu braço direito" tirou férias.
Na segunda feira, já tive que começar 1 hora mais cedo que o meu horário habitual. É de matar.
Mas arrumei um gás não sei onde e trabalhei como gente grande o dia todo.
Tinha 7 internados. Dos 7, pelo menos 5 estavam precisando tomar soro e outras medicações que exigem da gente o tempo todo.
Eu canulava a veia de um , fixava o catéter, acoplava o soro, preparava a medicação que ia ser diluida no soro, anotava no prontuário o procedimento e partia para o segundo, e fazia a mesma coisa.
Quando eu chegava no último, já era hora de rever o primeiro....e começava tudo de novo.
E isso trudo acontecendo em meio à um monte de telefonemas e algumas consultas e vacinas.
Até agora não sei como consegui. Mas deu tudo certo.
O saldo final da semana foi apenas 1 óbito, de uma gatinha muito velha, com insuficiência renal crônica. Na doença que ela tinha, não é permitido ingerir proteínas, a não ser as de alto valor biológico. Portanto, carne de boi e de ave é terminantemente proibido para um renal. A proprietária, uma velhinha inglesa muito fofa, era muito zelosa na alimentação da gatinha e só fornecia ração terapêutica à ela.
Acontece que a gatinha se sentia muito bem, apesar de sua doença (que estava controlada) e partia para caçar passarinhos e comê-los...
A proteína da carne dos passarinhos fez com que seus rins parassem de funcionar.
Como evitar isso?
Eu e a proprietária chegamos à conclusão que embora saibamos que a caça aos passarinhos a levou à morte, pelo menos ela viveu intensamente, apesar dos seus 13 anos de idade. Melhor morrer caçando passarinhos, do que viver enclausurada dentro de casa, numa vida mais longa mas totalmente sem graça.
Acho que muitos de nós poderíamos arriscar um pouco e vivermos mais intensamente a vida...
Escrito por Minestra às 17h26
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Imagem
Hoje, sem tempo para nada além de cuidar de muitos internados graves, me deparo pouco antes de tentar encerrar o expediente, com uma foto que alguém de muito bom gosto fez. Está na chamada da página principal do Uol.
É a foto de duas esculturas de metal retratando cães, e o semblante de um cão ( de verdade) ao lado, em Sidney, na Austrália. Gostei bastante.

Escrito por Minestra às 22h25
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Frajola

Este é o Frajola, um de nossos gatos de estimação.
O Frajola foi responsável por eu ter mudado meu conceito sobre gatos.
Antes dele, gato era um animal "meio que enfeite da casa", pois interagia muito pouco, bastando para a sua felicidade uma cama fofinha, o comedouro cheio de ração de boa qualidade, água fresquinha, alguns raios de solentrando pela janela para aquecê-lo.
O Frajola não é nada disso.
Foi encontrado no terreno baldio aqui do lado, logo que voltamos a morar por estas bandas. Era uma promessa que eu havia feito ao meu filho, pois até então ele nunca havia convivido com um gato.
Mas essa coisa mais linda da foto ai de cima adora perambular pela clínica, pular no colo dos clientes, morder suas canelas, derrubar telefones, pisar com patas cheias de barro nos exames recém-impressos dos pacientes, dar sumiço em nossos garrotes (ele pensa que é brinquedo), e pisar na pia da sala de cirurgia (ocasião em que foi feita essa foto).
Outra especialidade dele é rasgar sacos de ração. Não temos mais onde esconder os pacotes.
Trazer como presente para nós alguns camundongos caçados na vizinhança também é de lei, e hoje mesmo o danado fez isso.
Maior saia justa é ver o danado entrar pela janela da sala de espera lotada de clientes e pacientes, com um camundongo na boca! É impossível não gritar.
Mesmo assim ele é a alegria da clínica e todos o amamos.
Escrito por Minestra às 23h21
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Quer ter saúde? Tenha como sua melhor companhia, um animal de estimação !
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Novos estudos reiteram: ter um bichinho de estimação faz bem à saúde |
22/10/2004
Por Vilem Bischof PARIS, 22 out (AFP) - As pessoas que têm um animal de estimação gozam de melhor saúde e, conseqüentemente, vão menos ao médico do que as que vivem sozinhas, destacaram vários estudos apresentados num colóquio internacional sobre as relações entre humanos e animais.
Tais pesquisas, apresentadas em recente conferência internacional organizada em Glasgow (Reino Unido), usaram pela primeira vez uma mostra representativa que confirmou a interação existente entre a presença de um animal e a saúde humana, destacou Jean-Luc Vuillemenot, secretário-geral da Associação Francesa de Informação e Pesquisa sobre o Animal de Estimação.
Estes trabalhos, dirigidos por Bruce Headey, da Universidade de Melbourne, sintetizaram os dados obtidos durante pesquisas anuais na Alemanha desde 1984 e depois em 1996 e 2001, entre 10.000 pessoas no total. Também foram entrevistados 1.451 australianos entre 2002 e 2004 e 642 chineses.
Ao dividir a população em três categorias, os pesquisadores comprovaram que o grupo que gozava de melhor saúde era o dos que tinham animais de estimação há cinco anos, seguido daqueles que tinham adotado recentemente um animal. Em último lugar estavam as pessoas que não tinham animais há vários anos.
Ocorreu aos cientistas a idéia de traduzir as influências do animal sobre a saúde em termos de despesas em serviços médicos.
Segundo números citados em Glasgow, as consultas e cuidados médicos evitados representaram uma economia anual de 5,59 bilhões de euros na Alemanha e de 3,86 bilhões de dólares australianos na Austrália.
Na China, até 1995, uma lei proibia ter um animal em casa. Desde a abolição da norma, o número de animais de estimação, sobretudo cães, não parou de aumentar, sobretudo entre pais de família.
Esta evolução se explica pela saída de casa, cada vez mais precoce, dos filhos, cuja ausência é compensada pelos pais, que adotam um animal. Dos 642 pais entrevistados, 259 tinham um bichinho de estimação.
"No que diz respeito à França, o espírito cartesiano e o conceito animal-máquina, faz com que na intimidade as pessoas sejam favoráveis ao animal, mas em público adotem uma posição neutra, inclusive aqueles que têm bichos de estimação", disse Vuillemenot.
Desta forma, ao evocar o interesse das "atividades associadas a um animal" em hospitais e estabelecimentos para inválidos, casas para idosos e outros centros sociais, se mostram reticentes, apresentando argumentos relativos à "higiene", disse o especialista.
"Apesar disso, a situação melhora e existem na França atualmente cerca de 60 instituições em que são admitidos pacientes de quatro patas e seus efeitos benefícios são comprovados", reforçou.
"Sabe, doutor, Prozac, meu gato, é mais eficaz que o seu remédio", disse a um dos especialistas uma idosa hospitalizada autorizada a manter no quarto seu bichinho, a quem batizou com o nome do popular remédio antidepressivo.
Escrito por Minestra às 23h03
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Morre chimpanzé atingida por PM em S.Bernardo
Abaixo está reproduzida a reportagem sobre a tentativa de captura da chimpanzé.
Uma série de fatos inconsequentes fizeram com que o final fosse trágico.
Errou o criador, que se julga competente (mas não é) por manter um animal desse tipo em seu domicílio, e errou a polícia, que é totalmente despreparada para enfrentar situações como essa.
Acertou mais uma vez o Marcelo, fazendo minha adimiração por seu trabalho crescer ainda mais. Graaaande Marcelo...Pena que a policia tenha chegado antes que ele.
A noticia foi copiada do Diário Online, jornal da região.
20/10 - 09h04 Especial para o Diário
Morreu na madrugada desta terça a chimpanzé que havia sido baleada no dia anterior, no bairro Demarchi, em São Bernardo, pelo cabo da PM Josélio Gomes. O incidente ocorreu depois de uma atrapalhada tentativa de resgate pela PM, que acionou o Corpo de Bombeiros, a Polícia Ambiental e a equipe de veterinários do Parque Estoril. Durante a ação, o policial efetuou um disparo contra o animal.
Quando a reportagem do Diário chegou ao local onde a chimpanzé havia sido atingida, pelo menos cinco viaturas da PM estavam no local. Bastou a chegada do veterinário Marcelo da Silva Gomes, do Parque Estoril, para resolver a situação ao aplicar anestésico no animal. A bala atingiu de raspão o queixo da chimpanzé e perfurou o estômago e o intestino do animal.
Chuca, como se chamava a chimpanzé, fugiu da casa de seu dono, o adestrador Valdir Bonetti Oliveira, 42 anos, na tarde de segunda. O animal era visto com freqüência em programas de TV. "Ela era dócil. Costumava ficar solta em casa, mas ontem eu saí e a deixei na jaula. Ela achou um pedaço de ferro e o usou para quebrar a fechadura", contou Oliveira. Segundo ele, o animal tinha registro do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Testemunhas dizem que, ao contrário do que a polícia afirmou nesta segunda ao Diário, o policial que atirou no animal não é o mesmo que foi atacado. "Ela agarrou a bota de um guarda. Então, chegou um PM e atirou por pura maldade", disse o comerciante Sérgio de Souza, 39 anos.
Geralmente, os bombeiros são os responsáveis em casos como a fuga da chimpanzé Chuca. "Atuamos em conjunto com veterinários do Parque Estoril", informou o tenente-coronel Adilson Alves de Moraes, dos bombeiros. Segundo o oficial, só às 15h35 desta segunda os bombeiros foram acionados - cerca duas horas depois que o policial atirou na chimpanzé. O policial e o comandante da PM não foram localizados para comentar o assunto.
O biólogo e criador conservacionista Pedro Ynterian, do Grupo de Apoio aos Grandes Primatas, afirma que a atitude da polícia é "imperdoável". No entanto, para ele, o maior culpado é o dono da chimpanzé. "Por maior que seja a casa do dono do animal, não há condições de criá-lo em uma residência. Os chimpanzés são dóceis quando o dono está perto. Mas, em outras ocasiões, podem ser violentos
Escrito por Minestra às 21h13
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Leão também tem dor de dente, coitado...

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2004/10/041019_leaocl.shtml
19 de outubro, 2004 - 17h28 GMT (14h28 Brasília)
Daniel Dickinson Dor de dente 'fez leão comer pessoas', dizem pesquisadores Um leão acusado de matar 35 pessoas no sul da Tanzânia pode ter agido dessa forma devido a uma dor de dente, segundo pesquisadores de animais selvagens.
Eles dizem que o leão deixou de caçar búfalos e passou a caçar pessoas porque descobriu que a carne dos humanos era mais macia para mastigar e causava menos dor.
O leão atacou suas vítimas em oito vilas no distrito de Rufiji, em um período de 20 meses.
Ele foi morto em abril de 2004 perto da capital comercial do país, Dar es Salaam.
Cerca de 200 pessoas são mortas por ano por animais selvagens na Tanzânia, um terço delas por leões.
Mas este leão é o responsável pelo maior número de mortes de todos os tempos. E desde sua morte, pesquisadores começaram a tentar descobrir o que o levou a matar tanta gente.
Teoria
Segundo eles, quando o esqueleto do leão foi examinado, uma cárie profunda foi descoberta em um de seus dentes molares, que estava rachado em vários pedaços.
"Este leão provavelmente sentia muita dor, principalmente quando estava mastigando", disse Rolf Baldus, coordenador do programa GTZ, uma agência de cooperação de desenvolvimento alemã que trabalha há 17 anos com o governo da Tanzânia na proteção da vida dos animais selvagens.
"Ele provavelmente deixou de caçar animais selvagens como o búfalo porque a carne era dura e difícil de mastigar. Ele certamente achou mais fácil alcançar homens e era menos doloroso comê-los."
Esses estudos não têm qualquer prova científica.
Caçador
Segundo os pesquisadores, não são apenas leões mais velhos, que não conseguem mais caçar com eficiência, que passam a atacar pessoas.
O leão de Rufiji tinha apenas 3 anos e meio - um jovem adulto.
"Este leão provavelmente aprendeu a caçar humanos com a sua mãe quando era criança. Talvez ele tenha deixado de caçar humanos até o momento em que passou a ter dor de dente e então recomeçou", disse Baldus.
A população de leões na Tanzânia é uma das maiores na África. Isso se deve em parte às grandes áreas selvagens do país e em parte à política do governo da Tanzânia, que protege esses animais.
Até agora, a maioria dos ataques a humanos aconteceu no sul do país.
Escrito por Minestra às 19h15
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Caso Clínico da Semana
Mais de uma semana sem postar. Bom sinal. Sinal que corremos feito loucos por aqui. Tivemos muitos casos nesta semana, e casos difíceis e graves, que muito me consumiram.
Nem parece que foi uma semana com feriado no meio. Não senti como um feriado, porque não teve como relaxar. Não viajamos.
Semana que vem vou estar maluca. A veterinária que é meu braço direito aqui vai tirar uns dias de férias. Ganhou do namorado uma viagem para uma pousada no litoral. Sortuda. Nos tempos atuais, ter namorado já é muita sorte . Namorado que dá esse tipo de presente, então, é como ganhar na mega-sena acumulada.
Mas vou sobreviver....
Nesta semana, o caso que mais nos chamou atenção (mas não o que deu mais trabalho), foi a da cachorrinha SRD (Sem Raça Definida), de 19 anos, que teve sua mandíbula fraturada.
Os cães não costumam viver até os 19 anos com frequência. Embora estejam tendo uma sobrevida maior do que anos atrás, é raro tratar de um paciente nessa idade. Para você ter uma idéia, isso equivaleria à uns 120 anos, se fosse um humano.
Mas essa cachorrinha, não fosse pela fratura, ainda está muito saudável.
Embora não se espere que ainda vá viver mais uns 10 anos, sua fratura de mandíbula precisava ser tratada, caso contrário ela não conseguiria comer.
O raio X nos mostrou que, ao contrário do que imaginávamos, a fratura não aconteceu espontaneamente, devido à reabsorção óssea de sua mandíbula (comum nos cães idosos e praticamente intratável), mas sim por trauma (chute, atropelamento? nunca vamos saber, pois ela não nos conta, por mais que a gente insista, rs).
Um animal dessa idade precisa ser tratado de forma diferenciada, pois seus rins, fígado, pulmões e coração, com certeza, não funcionam mais à todo vapor. Portanto, já que ela era merecedora de cuidados especiais, contratamos os serviços de anestesista e ortopedista veterinários para realizarmos juntos a correção de sua fratura.
Poucas horas depois de sua cirurgia, a paciente já estava comendo com apetite voraz, abanando o rabinho e latindo.
Optamos por fazer uma imobilização externa de sua mandíbula, que a faz ficar parecida com um "vudu", cheia de alfinetes espetados, ou um abacaxi de festa de aniversário da década de 70 (desses que se enrolavam papel alumínio e se espetavam palitos de dente com queijinho e azeitona, lembra?).
Não sei se você vai conseguir entender a imobilização, pois o ângulo da foto não é o melhor, mas vale a intenção.

Os proprietários dela ficaram muito felizes em vê-la bem, e comendo novamente. Não sei dizer se fiquei mais feliz em vê-la com a boca "funcionando", ou com a satisfação dos proprietários quando vieram buscá-la.
Muito gratificante.
Escrito por Minestra às 23h39
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O cachorro inchado
Se olharem a foto do post do dia 30/09/2004, não vão acreditar que seja o
mesmo cachorro.
Na sexta feira passada veio tirar os pontos, e infelizmente se recusou a
olhar para a câmera. Minha intenção era a de tirar uma foto na mesma posição que
a foto do "cão balão", mas cães as vezes são temperamentais...
Eis o tal aqui:

Escrito por Minestra às 19h35
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Caso clínico da semana
O caso que vou relatar não é raro, mas é um dos que atendemos com mais prazer: parto.
Uma cachorrinha da raça Maltês, já é "freguesa de cesariana". É a segunda vez que eu a opero.
Ela não deveria ter gestado de novo, mas infelizmente o veterinário aconselha, mas não pode proibir.
Fato é que ela veio para a clínica logo cedo, porque sua proprietária estava com o dia cheio: casamento da sua filha.
A vantagem em se azer cesariana de cachorrinha cuja proprietária esteja casando sua filha é que a ansiedade maior é pelo casamento, e não pela cirurgia. Que paz! Não fica ligando, não interrompe nosso trabalho por nada.
Sabe, gente...veterinário tem mesmo essa queixa. Embora eu entenda a ansiedade de quem deixou seu "filhinho" numa clínica para ser operado, o ideal é que só se telefone no horário combinado, para saber notícias. Infelizmente alguns proprietários não conseguem se controlar e ligam à cada 15 minutos, atrapalhando completamente nosso serviço. Alguns insistem que a recepcionista nos tire do centro cirúrgico, para dar noticias bem fresquinhas. Isso é muito ruim.
Mas hoje foi light, porque a proprietária está mais ocupada é com o casamento.
A cirurgia transcorreu na maior normalidade, e nasceu apenas 1 cachorrinho, aliás, cachorrão (por isso não nascia, era muito grande para o tamanho do quadril da mãe), muito forte e saudável.
Vou dar aos visitantes deste blog o privilégio de conhecerem o bebê em primeira mão, muito antes que seus proprietários.
Na foto, ele não estava ainda nem com 1 hora de vida. É um machinho.

Escrito por Minestra às 19h18
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Mais um sábado no batente !
Pleno sábado de sol de um feriado prolongado, parece que daqui consigo ouvir os carros que passam na Via Anchieta, rumo à praia. Exagero. Mas sei que grande parte da população paulista está respirando maresia uma hora dessas.
Eu optei por trabalhar ...
Ou melhor...tá na hora de parar com essa hipocrisia, que isso não foi exatamente uma opção.
Já contratei a nova veterinária que trabalhará aos sábados, domingos e feriados, mas hoje foi seu primeiro dia, e eu não quis largá-la sozinha.
Por mais que ela tenha estagiado nesta semana, a clínica é grande, o movimento em sábados ensolorados costuma ser bom, e ela poderia se atrapalhar.
Compensou eu ter ficado. Precisei ajudar bastante.
Vamos torcer para que ela tenha sucesso aqui, e que seja querida pelos clientes e pacientes.
Boa sorte, Alê!
Escrito por Minestra às 18h56
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O sonho de todos os veterinários

Escrito por Minestra às 19h01
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Sábado trabalhando???
Depois de quse 18 anos de profissão, simplesmente enjoei de trabalhar aos sábados.
Sábado é dia de fazer compras, encontrar os amigos, tomar cerveja vendo o pôr do sol, levar filhos num aniversário e no outro, cortar o cabelo, acordar tarde, dormir tarde.
Como ainda não entreguei o bastão de plantonista para ninguém (veja o motivo analisando comigo o curriculo do pessoalzinho que tem pleiteado o emprego, que postei em 16/09/04), tive que acabar assumindo...
Mas sabe que no fundo eu gostei?
Claro, só gostei porque foi novidade, então me dediquei bastante.
Uma nova veterinária plantonista, com cara de bebê (e idade idem) me acompanhou o dia todo, e foi uma mão na roda. Talvez na semana que vem eu a deixe sozinha. Vamos ver como ela se sai durante a semana, já que eu exigi pelo menos mais 3 dias de estágio para deixá-la "nos trinques".
A sorte esteve do meu lado, e no final das contas o movimento foi muito bom, dando a sensação de que valeu a pena ter ficado por aqui.
Nenhuma cirurgia, mas um dos casos clínicos foi lindo. Terminou com o óbito da paciente, óbito esse esperado, mas que somente hoje completou o quebra cabeça onde uma pecinha insistia em faltar sempre. Era um hiperadrenocorticismo. A proprietária se negou a confirmar a doença por exames durante meses (desde os primeiros sintomas da doença), e só hoje, à beira da morte, é que concordou em fazer exames alternativos (mais baratos, claro) e assim que os resultados chegaram, tive a confirmação por meios indiretos.
Nenhum veterinário gosta que seus pacientes morram. Por mais duro que possa ter se tornado um vet-coração, perder um paciente significa no mínimo deixar de ganhar dinheiro com ele. Por isso nunca acreditem quando alguém disser que "o veterinário matou meu cão". Nenhum veterinário é louco de matar a sua fonte de rendimentos.
No caso do óbito de hoje, tive aquela sensação gostosa de saber exatamente o porque dela estar morrendo, embora nada mais pudesse ser feito para mantê-la viva. Não deixa de ser uma vitória.
Escrito por Minestra às 22h24
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