Caso clínico da Semana
O melhor caso desta semana é de um vira-lata que passou por poucas e boas.
Conta a proprietária que ele está passando alguns dias na chácara, pois sua proprietária (sua irmã) está recém-operada, sem condições de cuidar dele.
O coitadinho não foi lá muito bem aceito pelos "donos do pedaço", que o expulsaram com mordidas. Desamparado e triste, o pobrezinho dá de cara com um ouriço e dá-lhe uma abocanhada. Claro, ficou parecendo um paliteiro.
Voltou para a chácara, talvez para pedir socorro. Chegando lá foi novamente recebido à mordidas. Ninguém merece!
Veio para a clínica todo inchado, e ao tocá-lo parecia estarmos tocando naquele plástico bolha.

No fim descobrimos que sua traquéia estava rompida, preenchendo de ar todo o seu subcutâneo. O coitadinho estava quase morrendo, a língua já azulzinha...mas conseguimos unir a traquéia em tempo, e agora ele descansa tranquilamente em sua casa.
Esse caso nos fez rir bastante (de alívio, depois de tudo solucionado). Houve momentos onde olhávamos uns para os outros como quem diz: vamos ficar esperando ele morrer?
Mas ainda não era o dia dele.
Escrito por vet às 22h31
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Mordida da Semana
O premio vai para a recepcionista, que para não passar pela sala onde estava um enorme mas calmíssimo e bonachão Rottweiler, preferiu atravessar a consulta e passar ao lado da cesta de uma mamãe vira-lata e seus filhotes de 15 dias. Dentes na canela!!!
Isso prova que tamanho não é documento, e que nem todo Rott é uma fera.
Escrito por vet às 22h16
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Olha o Nível !!!!!!!
Tenho uma árdua tarefa para os próximos dias: escolher e contratar um novo veterinário, que substituirá a profissional que trabalha nos finais de semana e feriados.
E bota árdua nisso.
O nível está muito baixo. Não! Eu não estou falando que o nível profissional dos veterinários esteja baixo (não estou falando, mas é uma verdade). Estou falando que os candidatos são mal educados, não conhecem o português, nunca leram ou escutaram qualquer orientação sobre a redação de um currículo.
Como eu posso em sã consciência entregar à um paquiderme desses a saúde do seu companheirão?
Vou reproduzir aqui algumas pérolas colhidas de um currículo, que não contente em ter sido enviado pela internet, ainda foi entregue também em mãos pelo candidato, claro que sem avisar e sem marcar hora para entrevista.
"Desenvolvimento Profissional:
...Fiz dois plantões no Hospital Veterinário XXXXX, onde estagiei por aproximadamente dois anos e meio.Onde atendi, paciente com suspeita de: fratura e envenenamento.E com diagnóstico de intoxicação alimentar e contusão na mandíbula.....
Qualificação Profissional:
...Atualmente faço consultas em domicilio, por conta própria. E também atendo de terças-feiras e de quintas feiras, no período da manhã. (por enquanto) na clinica veterinária YYYYYYYY, situada em .....
Perfil pessoal:
-Sou dedicado no que faço, tendo como exemplo: onde fiz estágio, estava sem taxi-dog e eu usei meu próprio carro como taxi-dog, recebendo basicamente o dinheiro da gasolina.
-Trato tanto o animal, quanto o proprietário, com a maior dignidade possível.
-Gosto muito de animais, tanto é que: tenho seis Pastores Alemães e já tive oito."
Mereço ter que perder tempo entrevistando alguém assim. Pontuação não é seu forte meeeesmo. E dizer que emprestou o carro para a clínica, num currículo!!!!!, isso foi demais.
E vejo que existe uma grande confusão, que eu jurava que seria abolida durante a graduação. Para ser veterinário, "gostar de bichinhos" é um detalhe muito pequeno diante da complexidade da profissão. É preciso, em primeiro lugar, gostar da medicina de bichos. Veterinária é uma carreira que exige muito e constante estudo, entrega, investimento em educação, livros, cursos de atualização, negação de uma vida regrada, etc.
Tem muita gente no mercado que não tem aptidão para a coisa, infelizmente....
Escrito por vet às 19h49
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